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CHAVES, Trás-os-Montes, Portugal
Sou aquela que vez, que julgas, que chamas, que ouves (por muito que às vezes te custe),que te compreende e repreende quando necessário, que te intimida e também te alenta, te conforta, te reanima, te respalda a alma, aquela que te ama, te sorri, aquela que te ressurge todos os dias e te diz: "continua a viver"... Para todos aqueles que se acham merecedores...

terça-feira, março 15, 2011

domingo, fevereiro 20, 2011

Poema dirigido a Salazar - vale a pena ler













"Nunca precisámos de outra coisa!" FOI FEITO EM 1934.

Conta-se que este poema foi dirigido ao Ministro da Agricultura do governo de Salazar, como forma de pedir adubos. Por mais estranho que pareça, o senhor que o escreveu não foi preso e Salazar até se fartou de rir (??!!!) quando o leu:



- E X P O S I Ç Ã O -


Porque julgamos digna de registo

a nossa exposição, senhor Ministro,

erguemos até vós, humildemente,

uma toada uníssona e plangente

em que evitámos o menor deslize

e em que damos razão da nossa crise.


Senhor: Em vão, esta província inteira,

desmoita, lavra, atalha a sementeira,

suando até à fralda da camisa.

Falta a matéria orgânica precisa

na terra, que é delgada e sempre fraca!

- A matéria, em questão, chama-se caca.


Precisamos de merda, senhor Soisa!...

E nunca precisámos de outra coisa.


Se os membros desse ilustre ministério

querem tomar o nosso caso a sério,

se é nobre o sentimento que os anima,

mandem cagar-nos toda a gente em cima

dos maninhos torrões de cada herdade.

E mijem-nos, também, por caridade!


O senhor Oliveira Salazar

quando tiver vontade de cagar

venha até nós solícito, calado,

busque um terreno que estiver lavrado,

deite as calças abaixo com sossego,

ajeite o cú bem apontado ao rego,

e... como Presidente do Conselho,

queira espremer-se até ficar vermelho!


A Nação confiou-lhe os seus destinos?...

Então, comprima, aperte os intestinos;

se lhe escapar um traque, não se importe,

... quem sabe se o cheirá-lo nos dá sorte?

Quantos porão as suas esperanças

n'um traque do Ministro das Finanças?...

E quem vier aflito, sem recursos,

Já não distingue os traques dos discursos.


Não precisa falar! Tenha a certeza

que a nossa maior fonte de riqueza,

desde as grandes herdades às courelas,

provém da merda que juntarmos n'elas.


Precisamos de merda, senhor Soisa!...

E nunca precisámos de outra coisa.


Adubos de potassa?... Cal?... Azote?...

Tragam-nos merda pura, do bispote!

E todos os penicos portugueses

durante, pelo menos uns seis meses,

sobre o montado, sobre a terra campa,

continuamente nos despejem trampa!


Terras alentejanas, terras nuas;

desespero de arados e charruas,

quem as compra ou arrenda ou quem as herda s

ente a paixão nostálgica da merda...


Precisamos de merda, senhor Soisa!...

E nunca precisámos de outra coisa.


Ah!... Merda grossa e fina! Merda boa

das inúteis retretes de Lisboa!...

Como é triste saber que todos vós

Andais cagando sem pensar em nós!


Se querem fomentar a agricultura

mandem vir muita gente com soltura.

Nós daremos o trigo em larga escala,

pois até nos faz conta a merda rala.


Venham todas as merdas à vontade,

não faremos questão da qualidade.

Formas normais ou formas esquisitas!

E, desde o cagalhão às caganitas,

desde a pequena poia à grande bosta,

de tudo o que vier, a gente gosta.


Precisamos de merda, senhor Soisa!...

E nunca precisámos de outra coisa.



Pela Junta Corporativa dos Sindicatos Reunidos, do Norte, Centro e Sul do Alentejo


Évora, 13 de Fevereiro de 1934


O Presidente,

D. Tancredo (O Lavrador)

sexta-feira, dezembro 03, 2010

DESEJO - VICTOR HUGO



BOM NATAL E BOM ANO PARA TODOS ;)

quarta-feira, dezembro 01, 2010

Mariza - Chuva - Fado

Mágoa



















Sentada neste imenso vale, penso:
Na sua beleza e frescura,
Neste verde que perdura,
Nestas pintas encarnadas nele posto...
Fazendo com que dele brote aquele imaginativo rosto,
Que na minha mente prevalece...

Ai, como eu queria que ele por vezes desaparecesse...
Só para não deixar em mim tal ansiedade,
Pois dele padece tal crueldade...
A de me fechar a um sentimento louco...
Que por vezes sabe mesmo a pouco!
Por ele não corresponder...

A distância faz de mim esperançosa,
Ai, como eu queria que ele voltasse a ser o mesmo de outrora,
Que vinha ter comigo apaixonado e sem demora...
Com ele, eu sentia-me segura,
Porém, agora vestiu outra pele,
E mais amargo que o próprio fel,
Assim se tornou...

Será que o amor me cegou?
Me fez idealizar uma pessoa diferente?
Meu rosto por ele mil lágrimas derramou...
Não era mesmo nada disto que eu tinha em mente...

Esperava mais maturidade,
Responsabilidade,
Humildade,
Compreensão,
Carinho!

E não ser desprezada por "já não servir" :'(

sexta-feira, outubro 29, 2010

Minha alma gentil, que te partiste. Luiz Vaz de Camões

=(

(Só porque há coisas que não consigo engolir) Demorei a perceber que 1+1 nem sempre é igual a 2… Nem tudo é tão linear… Quisera eu que 1+1 fosse igual a 1 (pensamento mútuo)… Mas infelizmente é o mundo em que vivemos... Há coisas que me transcendem… “Não compliquem o que é de natureza simples” SIMPLIFICA