About me

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CHAVES, Trás-os-Montes, Portugal
Sou aquela que vez, que julgas, que chamas, que ouves (por muito que às vezes te custe),que te compreende e repreende quando necessário, que te intimida e também te alenta, te conforta, te reanima, te respalda a alma, aquela que te ama, te sorri, aquela que te ressurge todos os dias e te diz: "continua a viver"... Para todos aqueles que se acham merecedores...

quarta-feira, março 30, 2011

Sem Crer!



Estou aqui!
Sem crer,
Em coisa alguma!

Dentro de minh'alma não vejo nenhuma
Idéia, sem ser as que outrora tive.

Ai, quem me dera entender
Aquilo que já vivi...
Pois, sem isso...
O que seria de mim,
O que seria de ti?

Vivências passadas me fizeram crer, que não se deve querer!
Não vale a pena tentar perceber
O ninguém nunca percebeu!

Pois, "o que não tem remédio, remediado está"!
Dizem que o tempo tudo cura, quiçá!
O mundo dá muitas voltas,
Tantas voltas o mundo dá,
E é nessas tantas voltas,
Que a tua vida se tecer-se-á!

terça-feira, março 22, 2011

Como será que os cegos vêm???

Não poucas vezes, sou confrontado com considerações auto-depreciativas relativas à beleza de membros do sexo oposto… “Tenho muito disto…Tenho pouco daquilo…”.
Obviamente que contrario quase sempre estas considerações, que talvez com algum fundo de verdade, acho que são feitas não porque aquilo de que falam realmente lhes faz falta, mas porque viram aquilo noutro corpo, comparam e decidem a partir daí… É um bocado preocupante isto acontecer, porque pode resvalar para a baixa auto-estima e pensamentos negativos relativos a algo tão fugaz como é a beleza, e penso: “Se isto é assim agora, fará quando forem velhas…”. Não que a beleza não seja algo importante, é obvio que é a primeira coisa que se vê, e tudo o resto só vem completar aquela 1ª impressão, mas quando se intromete no bem-estar, a coisa começa a dar que pensar. Até que ponto isto é legítimo? É verdade que quem vê caras não vê corações, mas quando estamos em forma, com um corpito mais jeitoso também sorrimos mais facilmente, por isso, se permite melhorar a nossa auto-estima talvez se deva perdoar os momentos em que a piora… Será?? Talvez o comentário mais curioso que ouvi foi: “ tenho o corpo de uma rapariga de 16 anos” (obviamente ela era mais velha). Percebi o que queria dizer, e uma variedade de argumentos para rebater o lado negativo que estava por trás do comentário… havia a variedade “há pelo menos um que gosta e se calhar não o trocava por outro…” que acho muito engraçado e bem-disposto, ou a variedade “qual quê… já vi bem pior” e se necessário elaborar a partir daí… Mas depois de pensar um pouco nisso, apercebi-me que algumas das raparigas mais talentosas e chamativas que eu já vi também partilham da mesma característica. Só faltava o “corpo adulto” para chegarem à perfeição… e não é o caso de serem repulsivas nem nada que se pareça… apenas não entram naquele ideal ou estereótipo que está estabelecido. Não têm 1.70m, corpo de modelo e por aí fora, mas têm aquele “je ne sais qoui” que faz com que se olhe duas vezes para elas… como diria o Principezinho “cativam”. Claro que se pode sempre dizer que é uma desculpa e tal…se estivessem ao lado de uma com “tudo aquilo” eram postas de parte e por aí fora, mas se olharmos para o actual mundo das modelos vemos que não é assim tão linear. As melhores não são as mais perfeitas nem as mais bonitas e simétricas. Num mundo onde a beleza está em todo o lado para onde se olha e toda a gente a tem, aquilo que se destaca são as particularidades que cada uma tem e que a tornam única. Seja um sinal, um nariz “diferente”, um aspecto mais exótico e diferente, é isto que faz com que não só chamem o olhar, mas também fiquem na memória. E isto para não falar naquelas pessoas que conseguem prender o olhar só com a confiança e o ar que transmitem. Podem não ter traços bem definidos, nem serem portadores de um corpo jovem, mas ficamos a olhar, admiramos e até invejamos por vezes…
Talvez o mais curioso seja o facto de a beleza estar nos olhos de quem a vê. E é verdade que atraímos pelo que mostramos, mas cativamos e apaixonamos por quem somos… Resta escolher o que é mais importante

By Mr. M

Frases Lindas e Marcantes

segunda-feira, março 21, 2011

O caminho da Felicidade…


Recentemente dei por mim a tentar definir algo que sentia. Não sei se era justificável ou não sentir-me assim, mas como era a realidade não havia volta a dar… Felizmente ainda estava relativamente fresco na minha memória um filme que vi em que explicava de uma maneira simplista mas eficaz o que eu queria. Dizia: “é como quando te convidam para uma festa, e tu não vais… ninguém se importa…”. Pode não parecer grande definição, pelo menos não será essa que se encontra no dicionário, mas quem já passou por isso sabe bem o que é… e também sabe o que deriva daí… Acontecer uma vez ou duas é algo normal e não levanta grandes pensamentos sobre o tema, mas quando nos familiarizamos com isso, começa-se a pensar no porquê, e a entrar noutros “reinos de pensamento” que também merecem a nossa atenção. Porque a vida profissional e o mundo material não é tudo na nossa vida, começamos a pensar no que queremos da nossa vida no campo pessoal, e quando fazemos aquela sobreposição de experiências reparamos que aquilo que queremos realmente é importar para alguém… sentir que alguém sente a nossa falta e pensa em nós quando não estamos lá. Isto é tudo muito bonito, mas não é por chegar aí que as coisas se resolvem. Tal como o mundo tem muitos cantinhos, e cada pessoa é um mundo por si só, também nos vão aparecer, na nossa busca, mil e uma respostas. E nem a última das mil e uma é aquela que nós realmente queremos… É chato chegar a estas conclusões, e muito “cor-de-rosa” pensar que mais cedo ou mais tarde chegamos lá, basta mudar isto ou aquilo, pensar de maneira um pouco diferente, um ajuste ou dois e finalmente haverá uma pobre alma que nos vai preencher o vazio. Eu pessoalmente não sei se será bem assim… e mesmo que seja, será que algo que começa com coisas “alteradas” e feita de maneira “ligeiramente diferente” vai resultar, e ser aquilo que realmente procuramos? Há já muitos anos que essa linha de acção me veio á cabeça. Na altura ainda era um jovem teenager que se chateava quando não apareciam aos encontros, e após ver outros tipos serem bem sucedidos onde eu falhava pensei para mim, “bem se quero daquilo tenho k ser como eles…” e fiquei com duas opções: ou me tornava num “banana” como eles, ou ficava como era, feliz com o que fazia, de bem com a minha consciência e enfrentava as consequências. Não tendo um harém, não é difícil adivinhar qual foi a minha escolha… Embora já tenha passado há muito tempo, essa experiência levanta uma questão interessante… É claro que ninguém com o mínimo de consciência diz que é perfeito e não precisa de mudar, mas será que é, ou deveria ser, um requisito para ser feliz (pelo menos “daquela” maneira)? Acho que a resposta é: Se não estás contente a ser como és, vais ter de mudar. Hum… escolha curiosa… uma vez mais…

by Mr. M

Ouvindo "Notes about me" dos Nirvana