A vida é um jogo de erros e acertos... é um vício no processo de formação da vontade, em forma de noção falsa ou imperfeita sobre alguma coisa ou alguma pessoa. Viver é uma manifestação de vontade defeituosa, visto que o ser que se diz "Humano" nunca atinge aquela valorização absoluta e é por isso que eu luto e lutarei para encontrar essa tal estabilidade (plenitude da vida)... é deste modo que eu te digo que viverei por ti e por ti serei cada vez melhor... Para ti amigo...
About me
- PAPOILA
- CHAVES, Trás-os-Montes, Portugal
- Sou aquela que vez, que julgas, que chamas, que ouves (por muito que às vezes te custe),que te compreende e repreende quando necessário, que te intimida e também te alenta, te conforta, te reanima, te respalda a alma, aquela que te ama, te sorri, aquela que te ressurge todos os dias e te diz: "continua a viver"... Para todos aqueles que se acham merecedores...
terça-feira, março 22, 2011
segunda-feira, março 21, 2011
O caminho da Felicidade…

Recentemente dei por mim a tentar definir algo que sentia. Não sei se era justificável ou não sentir-me assim, mas como era a realidade não havia volta a dar… Felizmente ainda estava relativamente fresco na minha memória um filme que vi em que explicava de uma maneira simplista mas eficaz o que eu queria. Dizia: “é como quando te convidam para uma festa, e tu não vais… ninguém se importa…”. Pode não parecer grande definição, pelo menos não será essa que se encontra no dicionário, mas quem já passou por isso sabe bem o que é… e também sabe o que deriva daí… Acontecer uma vez ou duas é algo normal e não levanta grandes pensamentos sobre o tema, mas quando nos familiarizamos com isso, começa-se a pensar no porquê, e a entrar noutros “reinos de pensamento” que também merecem a nossa atenção. Porque a vida profissional e o mundo material não é tudo na nossa vida, começamos a pensar no que queremos da nossa vida no campo pessoal, e quando fazemos aquela sobreposição de experiências reparamos que aquilo que queremos realmente é importar para alguém… sentir que alguém sente a nossa falta e pensa em nós quando não estamos lá. Isto é tudo muito bonito, mas não é por chegar aí que as coisas se resolvem. Tal como o mundo tem muitos cantinhos, e cada pessoa é um mundo por si só, também nos vão aparecer, na nossa busca, mil e uma respostas. E nem a última das mil e uma é aquela que nós realmente queremos… É chato chegar a estas conclusões, e muito “cor-de-rosa” pensar que mais cedo ou mais tarde chegamos lá, basta mudar isto ou aquilo, pensar de maneira um pouco diferente, um ajuste ou dois e finalmente haverá uma pobre alma que nos vai preencher o vazio. Eu pessoalmente não sei se será bem assim… e mesmo que seja, será que algo que começa com coisas “alteradas” e feita de maneira “ligeiramente diferente” vai resultar, e ser aquilo que realmente procuramos? Há já muitos anos que essa linha de acção me veio á cabeça. Na altura ainda era um jovem teenager que se chateava quando não apareciam aos encontros, e após ver outros tipos serem bem sucedidos onde eu falhava pensei para mim, “bem se quero daquilo tenho k ser como eles…” e fiquei com duas opções: ou me tornava num “banana” como eles, ou ficava como era, feliz com o que fazia, de bem com a minha consciência e enfrentava as consequências. Não tendo um harém, não é difícil adivinhar qual foi a minha escolha… Embora já tenha passado há muito tempo, essa experiência levanta uma questão interessante… É claro que ninguém com o mínimo de consciência diz que é perfeito e não precisa de mudar, mas será que é, ou deveria ser, um requisito para ser feliz (pelo menos “daquela” maneira)? Acho que a resposta é: Se não estás contente a ser como és, vais ter de mudar. Hum… escolha curiosa… uma vez mais…
by Mr. M
Ouvindo "Notes about me" dos Nirvana
terça-feira, março 15, 2011
domingo, fevereiro 20, 2011
Poema dirigido a Salazar - vale a pena ler

Conta-se que este poema foi dirigido ao Ministro da Agricultura do governo de Salazar, como forma de pedir adubos. Por mais estranho que pareça, o senhor que o escreveu não foi preso e Salazar até se fartou de rir (??!!!) quando o leu:
- E X P O S I Ç Ã O -
Porque julgamos digna de registo
a nossa exposição, senhor Ministro,
erguemos até vós, humildemente,
uma toada uníssona e plangente
em que evitámos o menor deslize
e em que damos razão da nossa crise.
Senhor: Em vão, esta província inteira,
desmoita, lavra, atalha a sementeira,
suando até à fralda da camisa.
Falta a matéria orgânica precisa
na terra, que é delgada e sempre fraca!
- A matéria, em questão, chama-se caca.
Precisamos de merda, senhor Soisa!...
E nunca precisámos de outra coisa.
Se os membros desse ilustre ministério
querem tomar o nosso caso a sério,
se é nobre o sentimento que os anima,
mandem cagar-nos toda a gente em cima
dos maninhos torrões de cada herdade.
E mijem-nos, também, por caridade!
O senhor Oliveira Salazar
quando tiver vontade de cagar
venha até nós solícito, calado,
busque um terreno que estiver lavrado,
deite as calças abaixo com sossego,
ajeite o cú bem apontado ao rego,
e... como Presidente do Conselho,
queira espremer-se até ficar vermelho!
A Nação confiou-lhe os seus destinos?...
Então, comprima, aperte os intestinos;
se lhe escapar um traque, não se importe,
... quem sabe se o cheirá-lo nos dá sorte?
Quantos porão as suas esperanças
n'um traque do Ministro das Finanças?...
E quem vier aflito, sem recursos,
Já não distingue os traques dos discursos.
Não precisa falar! Tenha a certeza
que a nossa maior fonte de riqueza,
desde as grandes herdades às courelas,
provém da merda que juntarmos n'elas.
Precisamos de merda, senhor Soisa!...
E nunca precisámos de outra coisa.
Adubos de potassa?... Cal?... Azote?...
Tragam-nos merda pura, do bispote!
E todos os penicos portugueses
durante, pelo menos uns seis meses,
sobre o montado, sobre a terra campa,
continuamente nos despejem trampa!
Terras alentejanas, terras nuas;
desespero de arados e charruas,
quem as compra ou arrenda ou quem as herda s
ente a paixão nostálgica da merda...
Precisamos de merda, senhor Soisa!...
E nunca precisámos de outra coisa.
Ah!... Merda grossa e fina! Merda boa
das inúteis retretes de Lisboa!...
Como é triste saber que todos vós
Andais cagando sem pensar em nós!
Se querem fomentar a agricultura
mandem vir muita gente com soltura.
Nós daremos o trigo em larga escala,
pois até nos faz conta a merda rala.
Venham todas as merdas à vontade,
não faremos questão da qualidade.
Formas normais ou formas esquisitas!
E, desde o cagalhão às caganitas,
desde a pequena poia à grande bosta,
de tudo o que vier, a gente gosta.
Precisamos de merda, senhor Soisa!...
E nunca precisámos de outra coisa.
Pela Junta Corporativa dos Sindicatos Reunidos, do Norte, Centro e Sul do Alentejo
Évora, 13 de Fevereiro de 1934
O Presidente,
D. Tancredo (O Lavrador)
sexta-feira, dezembro 03, 2010
quarta-feira, dezembro 01, 2010
Mágoa
